sábado, setembro 24, 2016

20 anos, sempre a jogar os 90 minutos do jogo



As notícias vão todas direitinhas para os golos. À 6ª jornada leva quatro, os mesmo de Bas Dost e Marega (este com vantagem pois joga hoje), mas o que o Hooligan nota é que o André Silva, apesar dos seus 20 anos, é um dos poucos que mantém o interesse e a velocidade no jogo durante os 90 minutos. É isso que se festeja aqui.

sexta-feira, setembro 23, 2016

Serviços mínimos



É preciso muita paciência e pouco sono para ver este Porto. Lento nas transições defesa-ataque, péssimo a defender, denunciador nos passes e quase sempre mal a resolver as jogadas. Porém, desta vez, como vemos na imagem acima, rematámos à baliza o dobro do que é habitual e concretizámos 50% desses remates. No Dragão, aliás, já se celebra um chuto razoável na direção da baliza (mesmo que não vá lá, mesmo que não vá lá...). Carregados ao colo por miúdos (Otávio e Óliver 21 anos e André Silva 20 anos), lá levámos a cruz ao calvário com um enganador resultado de 3-1 em reviravolta. De tudo quanto ouviram do nosso treinador só num coisa ele tem toda a razão:

Se não se importarem, não fiquem apáticos



Contas feitas, em 80 anos o Boavista apenas nos venceu duas vezes em casa para o campeonato. Um "tiro" de Timofte ao vesgo Krajl, em 98,  e uma fugida histórica de Cafu, em 2004 - foi a primeira derrota no Dragão. Se acreditam em "patas frias", nas duas vezes, eu estive lá...

Para perceber bem contra quem vamos jogar, e também para evitar comparar percursos sem sentido entre equipas, lembro que o Boavista vem de duas derrotas. Em Braga foi goleado (3-0) e no Bessa, frente ao Feirense, humilhado a horas (im)próprias (90'+2’), ok?

Maxi está recuperado, mas com o joguinho "quente" que se perspectiva talvez seja recomendável o banco, o mesmo parecendo melhor também para Depoitre que não combina com André Silva, ponto final. Dito isto, parece que vamos voltar ao 4x3x3 clássico, pelo que, apenas se pede aos alas que não venham para dentro, mas provoquem desequilíbrios e cruzamentos e, fundamentalmente, a todos que façam o suficiente para no final do jogo não se queixarem de uma (auto) apatia. Contem com o apoio do Hooligan (só assim).

quinta-feira, setembro 22, 2016

Não nos podemos calar perante... desculpas



Afinal, ontem, não "foi um dia mau na redação d´ O JOGO".  Começa a desenhar-se um padrão em forma de nuvem Stratocumulus. Depois de nos ter sido dito que formar adeptos portistas é que é difícil, está assinalado o caminho do protesto admissível: os árbitros, esse mesmos que os nossos adversários tão mal criticaram nos anos em que nada ganharam (por serem piores). Não querendo escamotear alguns erros graves, devo só lembrar que, esta época, Casillas é quem mais defende e nós quem menos remata à baliza, mas eu ainda estou em "formação"...

quarta-feira, setembro 21, 2016

Somos uns adeptos de merda



Hoje, O JOGO decide explicar-nos o que de mal se passa no nosso clube. Afinal, somos nós. Reparem nisto, pede: a nossa equipa remata mais do que a do Sporting e pouco menos do que a do Benfica e nos enquadrados com a baliza a diferença é muito pouco relevante. O Benfica faz 7,8, o Sporting 6,8 e nós andamos lá perto, 5,2 remates direitinhos à baliza. Parece até que os três pontos de distancia para o líder Benfica existem e são verdadeiros, mas temos de ver a coisa de outra forma: é o melhor arranque de sempre do Benfica (e perdoar) e o pior de sempre do Porto (e perdoar).

Na verdade, O JOGO não quer comparar o Tondela com o Braga ou com o Rio Ave ou o Real Madrid com o Copenhaga e muito menos com quantos adversários costumámos jogar. E não lhe falem de que andámos em pré-época desde Maio passado. O que nós queremos, os adeptos, sim, nós, é um Mitroglou no banco, o André Silva emprestado a rodar talvez na Académica e uma equipa importada "pronta a jogar". E porquê? No fundo, porque somos uns adeptos de merda e, por isso, toda uma edição para nos alertar para a necessidade de uma formação moral diferente, sob pena de se institucionalizar um Gulag 2.0 criminalizando a dissidência desportiva fora dos padrões hoje defendidos por um cronista habitualmente tão bom como o José Manuel Ribeiro (ver crónica abaixo).

A única coisa que O JOGO hoje não faz é proclamar o célebre "SOMOS PORTO", essa muleta discursiva de um NES à deriva quando na explicação de uma caricatura de equipa com dois centrais sofríveis a jogar com os pés, excesso de médios "6" e "8" e nenhum "10", ausência de alas dignos desse nome e com falta de um sinalizador experiente que dê tempo e espaço a André Silva para crescer. Se juntarmos isto à necessidade de receber "de volta" o Brahimi e, muito em particular, à falta de um modelo de jogo (já experimentámos todos e o NES não sabe, ainda, qual é o melhor), percebemos que hoje, na redação do jornal, foi apenas um dia mau.

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terça-feira, setembro 20, 2016

Dão-se explicações



Os número não mentem e se os juntarem à expressão "empatar com o último" é de pôr um gajo em transe, sim.

É impossível não se olhar para este Porto e encontrar sinais de crise profundos. E não é apenas pelo facto de ter empatado com o último do campeonato, mas pela equipa ser incapaz de encontrar soluções para ultrapassar um adversário tão frágil como o Tondela que até deixamos rematar melhor do que nós (3 remates para 2 nossos enquadrados com a baliza). Todos nós já andamos cansados de perceber o que se passa sem que se consiga perceber se a mensagem passa a quem está a comprar jogadores há três anos.

Meus senhores, percebam isto: não temos um médio que seja capaz de fazer a ligação ao ponta de lança, nem se percebe qual o interesse de colocar os dois lado a lado quando André Silva tem potencial individual para romper e assistir. Será assim tão difícil perceber que Depoitre nunca pode vir procurar a bola em zonas laterais do campo, ficar distantes da baliza onde está visivelmente desconfortável? Será tão assim tão difícil de pedir aos alas para trabalharem com os médios e libertarem os pontas de lança para tarefas de finalização nos cruzamentos? Tanta incompetência...

segunda-feira, setembro 19, 2016

Afinal, a semana ainda não acabou


Por acaso, até foi um dos que se aproveitaram, mas é uma pena que não queira utilizar um dos dois neurónios que aparenta ter para perceber que anda realizar brilhantes análises 
aos nossos defeitos há muitos jogos. 
Vai um desenho?

Mas a semana podia ser muito pior. 
Obrigado, Jesus.


Aliás, bem vistas as coisas, o amigo Peseiro, hoje, até a pode transformar numa coisa 
boa.

domingo, setembro 18, 2016

É oficial: está enterrada a hastag #SomosPorto



O filme é este, preparados? Cinco alterações no onze inicial e estreias de Brahimi e Boly. 45 minutos depois, nem uma única ocasião de perigo, mas posse de bola à Lopetegui, sempre superior a 70%. Remates à baliza, alguns, mas nenhum enquadrado com a dita. Sem conseguirmos jogar entre as linhas adversárias, lá à frente, dois avançados tentam entender-se (o que nunca acontece) . Só um a destoar nesta orquestra desafinada: Otávio. Bons passes, quase todos os duelos ganhos. Entra Oliver, mais posse de bola e... Murillo quase conseguia bater Casillas, depois de ter deixado Boly nas covas. Na segunda parte, o mesmo filme. O dobro da posse de bola do adversário, mais remates, mas no final menos... um enquadrado com a baliza, afinal, o que mais importa no futebol. Além de Otávio, salvaram-se os nossos esforçados laterais, André Silva (a crescer sozinho) e Rúben Neves o nosso jogador com mais desarmes (5) e muito bem nos passes longos (14 eficazes em 17 tentativas).

Uma vez que já tentamos tudo e todas as tácticas penso que oficialmente podemos encerrar, com muita pena minha, a hastag #SomosPorto. 

Que descanse em paz!

NES, berra-lhes!



Caros Dragões, é um facto: vivemos num carrossel gigante de emoções, ora para cima ou para baixo. Outro facto é que temos jogadores de qualidade e grande criatividade. E, por fim, que é muito difícil aceitar maus resultados por culpa própria (sim, ainda estou a pensar no último com o Copenhaga).

Um outro facto muito mais importante é este: nós pagamos muito dinheiro a estes meninos, porra! Alguém tem de lhes explicar que o ordenado mínimo de quem sua a camisola para não perder o seu emprego não está nos 15.000,00€, está nos 530.00€ (e sem pequeno-almoço). Espero, por isso, que a frase lapidar da conferência de ontem do nosso treinador sirva mais para ele(s) do que para nós. E não me venham com discursos que o problema está nos exigentes adeptos portistas que gostam pouco de cantar como os de Liverpool enquanto levam seis secos do Arsenal (está no YouTube). Meus amigos, nós cheiramos a vossa fraqueza e rapidamente a duplicamos nas bancadas. Está a ser difícil terminar este textos com um #SOMOSPORTO e eu estou chateado, pois claro que estou chateado.

Desabafo feito, vamos lá para um 4x4x2 apesar da evidente preferência do NES por um 4x2x3x1. É que é preciso músculo para aquele campo de batatas do Tondela (que em casa perdeu os dois jogos: 0-2 contra o Benfica e 0-1 contra o Belenenses) e dar hipótese a Depoitre para se entender melhor com a equipa e vice-versa. E rematar mais, muito mais à baliza. Será melhor deixar no banco o voluntarioso mas apático Herrera de quarta- feira, trocando-o pela qualidade de passe do André André. Ótavio ao Brahimi de início? Isso deixo ao critério de quem pagamos para vos explicar tudo o que eu disse acima, mas no balneário e preferencialmente aos berros.

À Porto!


E ontem lá arrasámos o Benfica no primeiro clássico da época no Andebol 1, com um humilhante 26-18! Fomos aquilo que temos de ser em qualquer modalidade: aguerridos, unidos e solidários. Resultado: 11 dos nosso 16 jogadores utilizados marcaram. 

sábado, setembro 17, 2016

Mais Ótavio



Passou as férias com um treinador, mas agora até não lhe ficava mal passar uns fins de semana com um bom preparador físico. Ainda assim teve influência directa em quatro jogos, põe o Brahimi em sentido, pelo que parece merecer este esforço que se anuncia em comprar mais um pouco do seu passe (temos 32,5% comprados ao Coimbra Esporte Clube, em 2014, para um contrato que expira em junho de 2019 e tem uma cláusula de rescisão de 50 milhões). 

O Hooligan aprova mesmo sem conhecer as habituais comissões de venda, compra, intermediação, gestão desportiva da carreira do atleta, etc...

Recebe e dedica-se à música



Não há qualquer exagero no título. O Helton jogou pela última vez na final da Taça de Portugal a 22 de maio e, agora, só o podem ver em concerto. Com contrato até 30 de junho de 2017 e sem que tenha havido qualquer rescisão, continua a receber o dele (não tem um pai que pede ao clube para o libertar e tal...) e não tem necessidade de se apresentar no Olival para treinar. Groove nisso, Helton!

sexta-feira, setembro 16, 2016

Ó NES, antes que a equipa volte a ser "aquilo que não queremos"...



Vocês já não se lembram, mas no ano passado vencemos muito "à rasquinha" o Tondela, em Aveiro, por 1-0 graças ao argelino. Foram muitas as dificuldades, mas houve um momento “mágico” de Brahimi que garantiu o golo da vitória (e claro, uma grande penalidade na recta final da partida defendida pelo Casillas).

Como pedi um Brahimi de início contra os lenhadores dinamarqueses e o NES mandou-me pastar, coloco-vos aqui a análise aos poucos minutos do argelino no jogo de quarta-feira. Melhorou a sua objectividade, solidariedade defensiva e jogo colectivo. Terei de pedir de joelhos?

 

Amanhã, todos ao Dragão Caixa


Dragões e águias chegam a esta segunda jornada lado a lado na classificação​, no grupo das quatro equipas com seis pontos conquistados, mas com algumas diferenças relativamente à época passado. O Benfica só trocou o lateral direito, o ponta-esquerda e o segundo pivô, pelo que apresenta menos alterações na sua estrutura base do que o Porto. Veremos se isso é motivo para alguma "surpresa".
Pode encontrar aqui​ mais informações sobre os bilhetes para este encontro, que terá transmissão em direto e em exclusivo no Porto Canal.

quinta-feira, setembro 15, 2016

Grandes Filhos de um Lopetegui!





Só discorro sobre o assunto lúgubre da noite passada porque já estou psiquiatricamente tratado de uma tentativa de suicídio falhada ontem mesmo, após o final do jogo daqueles Grandes Filhos de um Lopetegui. Que futebol de posse estéril! Que absoluta falta de ideias! Que eflúvio de inverno! Para os que acham que estou a exagerar, e não gostam de metatextos (perdoa-lhes, Camilo Pessanha) recordo-vos o total dos remates à baliza dos lenhadores dinamarqueses: 3 (três)!

Mas o que se terá passado para aqueles cabeças-de-vento, logo aos 15 minutos, trocarem a gasolina aditivada pelo diesel mais manhoso? E, novamente, sem fio de jogo, lá fomos nós apreciando o cerco adversário sem perceber como o romper...

O Hooligan tinha pedido um Brahimi de início e muito cuidado com o defesa esquerdo deles (post anterior). Não tendo sido possível cumprir os meus desejos, espero que tenham apreciado a nova movimentação do argelino, ao primeiro toque e com mais solidariedade defensiva. Vamos lá ter mais tininho, porra!

quarta-feira, setembro 14, 2016

É no centro da defesa que mora o pecado



Hoje vai ser preciso muita paciência. Mas também circulação e variações rápidas de flanco e, sobretudo, jogadas de entendimento ao primeiro toque a tentar a progressão entre as linhas dos gigantes dinamarqueses. Não vai ser surpresa encontrar mais logo um bloco médio-baixo, mas convém também perceber que isto não pode ser só atacar. Temos de procurar condicionar ao máximo as habitais subidas dos laterais (atenção ao esquerdo...), o jogo aéreo dos atacantes e evitar cantos (por amor ao Casillas, evitem os cantos...).

É pacifico que vamos encontrar o habitual 4-4-2 "nórdico", com propensão ofensiva de ambos os laterais, mas é no centro da defesa que mora o pecado. Os centrais são bons no jogo aéreo mas vêm rotulados de fraquinhos na antecipação e nas abordagens do um-para-um. Quisesse o Brahimi jogar para a equipa, hoje, aqui estava uma boa ocasião para a sua estreia...

Finalmente, para quem gosta de historias  anotem: nascido na década de 90 da fusão entre dois clubes históricos da cidade de Copenhaga, o FC Copenhaga já tem 11 títulos de campeão nacional e sete taças do país (é o actual bi-campeão). Para chegar aqui, despacharam o Crusaders da Irlanda do Norte (9-0), depois o Astra (4-1) e, finalmente, o APOEL do Chipre (2-1). No campeonato, a equipa soma duas vitórias e três empates encontrando-se atualmente na segunda posição, com 18 pontos, os mesmos do líder, o Brøndby. Este ano reforçaram as "redes" com Robin Olsen (ex-PAOK); na defesa com os internacionais dinamarqueses Peter Andersen (lateral-direito), Joris Okore (central ex-Aston Villa) e Nicolai Boilesen (lateral-esquerdo, ex-Ajax) e no meio-campo Ján Greguš (FK Jablonec) e Rasmus Falk (Odense BK); e no ataque, Andrija Pavlović (internacional sérvio), mas venderam o ponta-de-lança abono de família dos anos anterior, Nicolai Jorgensen. Enfim, coisas sem interesse nenhum. Vamos é aos golos.

É tão bonito quando as duas partes querem o mesmo, não?